Graduação - HISTORIA E CONHECIMENTO DE JUDÔ

HISTORIA E CONHECIMENTO DE JUDÔ

PARTE INTEGRANTE DO REGULAMENTO DE OUTORGA DE FAIXAS

Conta-se em antigas histórias da luta japonesa datada de 238 a.C., que já existia no Japão uma luta de agarramento. Entretanto, em relatos mais recentes sabe-se que um japonês ao ver a neve cair em um salgueiro, percebia que ao invés dos seus galhos se quebrarem com o peso como acontecia com outras árvores maiores, a planta ia cedendo até o gelo cair, voltando em seguida à sua posição original — CEDER PARA VENCER. 
Daí, foi criado o JIU-JITSU, muito difundido entre os samurais e que chegou a ser dividido em vários estilos com pouca diferença básica entre si.
Porém, foi em 1877 que um jovem estudante interessou-se pelo JIU-JITSU e, tornando-se discípulo do mestre FUKUDA, fez diversas pesquisas sobre a luta criando métodos, resumindo e eliminando os golpes perigosos, dando explicações científicas para as técnicas que eram aprendidas instintivamente. Este jovem de nome JIGORO KANO que viveu de 1860 a 1938, fundou sua própria escola com o nome de KODOKAN (em 1882), ministrando novas técnicas metodizadas às quais deu o nome de JUDÔ.
O JUDÔ é o Jiu-Jitsu aplicado à vida moderna, objetivando o aprimoramento físico e o caráter, tornando o praticante em um elemento útil à sociedade.
O JUDÔ pode ser resumido da seguinte forma: 
Os princípios que inspiraram Jigoro Kano quando da idealização do judô foram os três seguintes:
Princípio da Máxima Eficiência (Seiryoku Zen’Yo).
Princípio da Prosperidade e Benefícios Mútuos (Jita Kyoei).
Princípio da Suavidade (Ju).

Zeiryoku-Zen-You -  MÁXIMO  DE  EFICIÊNCIA COM O MÍNIMO  DISPÊNDIO DE ENERGIA 

Com a expansão do judô em todo o mundo, foi criada em 1952 a Federação Internacional de Judô (F I J), que tem como finalidade desenvolver, organizar e incentivar o judô em todo mundo. Em 1972 durante as Olimpíadas de Munique, o judô tornou-se um esporte olímpico.
A vestimenta utilizada nessa modalidade é o judogi e que, com a faixa (obi), formam o equipamento necessário à sua prática. O judogi que é composto pelo casaco (Wagi), pela calça (Shitabaki) e também pela faixa, o judogi pode ser branco ou azul, sendo o último utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos e na identificação dos atletas durante as transmissões de televisão (TV).



O JUDÔ NO BRASIL
No fim da década de 1910 e no início da década seguinte, Takaharu (ou Takaji) Saigo, 4° dan de Judô, ensinava a arte na cidade de São Paulo, em sua academia localizada na Rua Brigadeiro Luís Antônio. Em 1922 e 1923, ele chegou a fazer demonstrações da arte perante personalidades políticas e militares da época e teve alunos tanto japoneses quanto não japoneses. Diz-se que Takaharu Saigo era neto de Takamori Saigo, um dos homens mais importantes daRestauração Meiji no Japão.
Mitsuyo Maeda, também conhecido Conde Koma, fez sua primeira apresentação em Porto Alegre. Partiu para as demonstrações pelos estados do Rio de Janeiroe São Paulo, transferindo-se depois para o Pará em outubro de 1925,[5] onde popularizou seus conhecimentos dessa arte. Outros mestres também faziam exibições e aceitavam desafios em locais públicos. Mas foi um início difícil para um esporte que viria a se tornar tão difundido. Essa ida do Conde Koma para o estado do Pará, resultaria em seu contato com Gastão Gracie, dono de circo local. Este contato do Mestre japonês com o Clã Gracie e com Luiz França, outro de seus alunos,[6] originaria num futuro próximo o desenvolvimento do Jiu-jitsu brasileiro.
Um dos primeiros torneios de judô foi realizado no dia 01 de maio de 1931 na cidade de Araçatuba, estado de São Paulo. Organizado por Yuzo Abematsu, 4º dane ex-professor de judô da Escola Superior de Agronomia de Kagoshima, da Segunda Escola de Ensino Médio e do Batalhão da Polícia do Exército do Japão, o torneio incluiu lutas contra boxe e luta greco-romana.

IDEOLOGIAS DO JUDÔ
Quem teme perder já está vencido.[18]
Somente se aproxima da perfeição quem a procura com constância, sabedoria e, sobretudo, humildade.
Quando verificares com tristeza que não sabes nada, terás feito teu primeiro progresso no aprendizado.
Nunca te orgulhes de haver vencido a um adversário, ao que venceste hoje poderá derrotar-te amanhã. A única vitória que perdura é a que se conquista sobre a própria ignorância.
O judoca não se aperfeiçoa para lutar, luta para se aperfeiçoar.
Conhecer-se é dominar-se, dominar-se é triunfar.
O judoca é o que possui inteligência para compreender aquilo que lhe ensinam e paciência para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes.
Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem, esse é o caminho dos verdadeiros judocas.
Praticar Judô é educar a mente a pensar com velocidade e exatidão, bem como o corpo obedecer com justeza.
O corpo é uma arma cuja eficiência depende da precisão com que se usa a inteligência.


PRINCÍPIOS   MORAIS   E   ÉTICOS   DO   JUDÔ

Os elementos indispensáveis à formação judoística, à moral, à ética, à disciplina a ser mantida fora e dentro do DOJO são:

A. PARA OS ALUNOS:
1. Manter seu judogui limpo e em condições exigidas pelas regras do judô.
2. Saber dobrar corretamente o judogui.
3. Conservar seus cabelos, barba e unhas convenientemente aparados, bem como satisfazer às condições básicas de higiene corporal.
4. Fazer a saudação: 
 ao entrar no dojô;
 ao cumprimentar seu Mestre;
ao convidar seu companheiro para o treino antes e depois de cada randori ou shiai

5. Quando no dojô, manter a disciplina e o respeito adequado ao local, observando os regimentos internos da entidade.
6. Amarrar corretamente a faixa.
7. Zelar pelo bom nome do judô.
8. Ser modesto, aguardando que os outros falem de suas qualidades.
9. Não fazer críticas, quando em visita a qualquer escola ou dos métodos de ensino usados.
10. Cooperar na difusão da própria prática do judô.
11. Respeitar e obedecer aos mais graduados.
12. Respeitar as decisões dos árbitros, recebendo a vitória ou a derrota com a mesma dignidade.
13. O local de competição (Shiai – jo) é um lugar de respeito; dentro dele, não comemorar as vitórias.
14. Não se esquecer que o judô é universal, portanto, todos os judocas formam uma só família.
15. Ser humilde e ter paciência para transmitir os conhecimentos adquiridos.
16. Manter sempre a cordialidade e a lealdade.
17. Fazer com que o “espírito do judô” esteja presente em todos os momentos de sua vida.








PARA OS PROFESSORES

1. Zelar pelos alunos, dando-lhes bons exemplos e orientando-os para a vida;
2. Não se esquecer que o aluno, de um modo geral, é o espelho do professor;
3. Manter atitudes que façam justificar a qualificação de professor (Sensei);
4. Manter-se atualizado, sempre estudando para melhor transmitir;
5. Manter a disciplina antes, durante e após as aulas;
6. Procurar informar-se sobre a vida e as dificuldades de seus alunos e colegas, cooperando com eles e ajudando-os a resolver os problemas, quer sejam técnicos ou pessoais;
7. Não usar, nem deixar que seus alunos o façam, graduações ou títulos que não sejam aqueles que foram conseguidos através dos órgãos oficiais;
8. Não permitir o uso indevido do uniforme de judô (judogui), como por exemplo, fantasia de carnaval, ou em lugares incompatíveis, tais como bares, etc.;
9. Ensinar, sobretudo, que devemos lutar para nos aperfeiçoar e não nos aperfeiçoar para lutar.