Arbitragem - Regulamento de Arbitragem

DOS ÁRBITROS

CAPÍTULO I

ART. 1º: Princípios gerais.

  • 1°.Os árbitros têm como primeira missão disciplinar a conduta dos atletas em atividade competitiva, de acordo com as Regras de Competição adotadas pela Liga Mineira de Judô.
  • 2°. No exercício da atividade de arbitragem, as decisões dos árbitros são soberanas e insusceptíveis de reclamação ou recurso.
  • 3°. Dos árbitros esperam-se altíssimos graus de ética, moral e imparcialidade.

ARTIGO 2º:Da  conduta

  • 1°. Os árbitros pautam a sua conduta pela isenção e imparcialidade, no exercício das atividades em que participam com poder de decisão.
  • 2°. Os árbitros têm o dever de informar ao Diretor de Arbitragem, Coordenadores ou Supervisores de Arbitragem qualquer anomalia ou ato de indisciplina ocorrida sob a sua esfera de ação.

ART. 3º: Do compromisso do árbitro

  • 1°. Os árbitros não podem recusar-se a arbitrar qualquer combate para que tenham sido regularmente designados nos termos deste regulamento, sem justificação fundada e aceita  pelo Diretor de Arbitragem ou seu representante.
  • 2°. Os árbitros não podem recusar-se igualmente, nos termos do parágrafo anterior, a integrar controle de pesagem, verificação de documentos, Judogui, nem em atividades relacionadas à arbitragem como cronometristas  e oficiais de mesa.

ART 4º: Da isenção do árbitro

  • 1°. O árbitro deve evitar arbitrar combates onde seja treinador de um dos atletas, ou estejam inscritos pela mesma agremiação.
  • 2°. Em caso de impossibilidade de cumprir o parágrafo anterior, o árbitro deverá ser fiel às qualidades de isenção e imparcialidade a que estão obrigados.

 

 

CAPÍTULO II

ART. 5º.Das categorias.

  • 1°. Os árbitros serão classificados pela Liga Mineira de Judô, usando as determinações do Diretor de Arbitragem, tendo em vista as atuações durante o ano, nas seguintes categorias:
  • ASPIRANTE A ÁRBITRO ESTADUAL
  • ÁRBITRO ESTADUAL “C”
  • ÁRBITRO ESTADUAL “B”
  • ÁRBITRO ESTADUAL “A”
  • 2°. Os árbitros em formação estarão classificados, obrigatoriamente, na categoriaASPIRANTE A ÁRBITRO ESTADUAL. Será promovido de forma ascendente a ÁRBITRO ESTADUAL “C”, ÁRBITRO ESTADUAL “B”, ÁRBITRO ESTADUAL “A”.
  • 3°. Somente a Comissão Estadual de Arbitragem poderá indicar os árbitros da LMJ para nível Nacional.

Para nível Internacional, deverá haver uma reunião extraordinaria a ser convocada e dirigida pelo  Diretor de Arbitragem. Desta reunião participarão todos os Coordenadores de Área e Assessor de Arbitragem. A decisão será comunicada ao Diretor Nacional de Arbitragem.

  • 4°. Para ser considerado árbitro na Liga Mineira de Judô é obrigatória a participação nas clinicas e cursos de arbitragem.

CAPÍTULO III

ART. 6º:Das competências

  • 1°. Árbitros classificados como Aspirantes a Estadual “C”, somente poderão atuar até a classe de “infanto-juvenil”.
  • 2°. Árbitros classificados como Estadual “A”, “B” e “C” atuam em todas as classes.
  • 3°. Quadro informativo das categorias de Arbitragem.
Árbitro Aspirante Árbitro “A” “B” “C”
Acima de 16 anos A partir de 18 anos
Graduação: Graduação:
A partir de faixa roxa Shodan ou superior
Avaliação: Avaliação:
Acima de bom Acima de bom

CAPÍTULO IV

ART. 7º: Das atuações e convocações

  • 1°. Os árbitros aptos a atuar nas competições da Liga Mineira de Judô, devem se apresentar ao Diretor de Arbitragem meia hora antes do início da competição.
  • 2°. O atraso acima de meia hora do início da competição implica na falta do árbitro. Salvo justificativa aceita pela Direção de Arbitragem.
  • 3°. O árbitro deverá estar devidamente trajado de acordo com resolução tomada em AGO. A indumentária incompleta não será aceita pela diretoria de arbitragem.
  • 4°. Os árbitros deverão estar presentes nas cerimônias de abertura e encerramento da competição.
  • 5°. Ao designar as áreas de atuação, não deverá sair, em hipótese alguma, sem  informar ao Coordenador de Área, que anotará na ficha de avaliação o horário que saiu. A ausência acima de meia hora será tratada como abandono e terá as horas contadas até o momento da saída.
  • 6°. Somente o Diretor de Arbitragem da LMJ poderá convocar ou indicar qualquer árbitro  para eventos Estaduais, Nacionais ou Internacionais.

ART. 8º: Das Faltas

Os casos de faltas, ausências e abandonos deverão ser avaliados pela Diretoria de Arbitragem.

ART. 9º: Do Uniforme

  • 1°. A vestimenta dos árbitros será a seguinte:
  • Paletó preto, com o distintivo da Liga Mineira de Judô fixado no lado esquerdo;
  • Calça preta;
  • Blusa branca, manga curta;
  • Meia  preta;
  • Gravata vermelha com o logotipo da Liga Mineira de Judô.
  • 2°. A aquisição da vestimenta será de responsabilidade do árbitro, com exceção do distintivo e da gravata que serão cedidas pela Liga Mineira de Judô.
  • 3°. Em caso de calor excessivo a direção de arbitragem deverá autorizar a retirada do paletó e todos devem seguir a determinação. O distintivo deverá ser colocado no bolso da camisa.

CAPÍTULO V

ART. 10º: Avaliação dos Árbitros

  • Único: O trabalho desenvolvido pelos árbitros será avaliado pelos coordenadores de área durante toda competição.

 

ART. 11º: Da Coordenação

  • 1°. Os coordenadores de área deverão elaborar um relatório do árbitro que será preenchido, assinado e datado.
  • 2°. Do relatório devera haver avaliação global do árbitro durante a competição
  • 3°. A avaliação específica deverá levar em conta os quesitos: atitude, mobilidade, gestos, avaliação, penalizações.

ART. 12º: Dos coordenadores de Área

  • 1°. O coordenador de área deverá dar uma nota ao árbitro, usando como critérios os números acima.
  • 2°. As notas terão a seguinte escala:

A – ÓTIMO (5)

B – BOM (4)

C – SUFICIENTE (3)

D – REGULAR (2)

E – insuficiente (1)

  • 3°. A classificação será sempre atualizada e ficará à disposição no site da Liga Mineira de Judô.
  • 4°. Os Coordenadores de área serão avaliados pela Direção de Arbitragem.

CAPÍTULO VI

ART. 13º: Dos Cursos

  • § 1°. A Liga Mineira de Judô fará anualmente cursos e clínicas relacionados abaixo:
  • Formação de novos árbitros;
  • Reciclagem Técnica;
  • Formação e reciclagem de Oficiais Técnicos.
  • 2°. Os cursos serão ministrados pela direção de arbitragem e por pessoas por ela designadas.
  • 3°. A ausência em qualquer das atividades acima descritas, será motivo de prejuizo na classificação dos árbitros podendo ainda o árbitro ser suspenso de atuar em eventos da Liga Mineira de Judô.
  • 4°. A direção de arbitragem promoverá clinicas extraordinárias em caso de alterações das regras de arbitragem.

CAPÍTULO VII

ART. 14º: Da Promoção do árbitro

  • 1°. A promoção dos árbitros à categoria superiores obedecerá  os seguintes quesitos:
  1. a) Nível de Arbitragem
  2. b)  Número de horas arbitradas
  3. c) Participação em clinicas e cursos de Arbitragem
  4. c)  Graduação
  5. d) Idade
  • 2°. O nível de arbitragem será aferido pelos relatórios preenchidos pelos Coordenadores de Área durante o ano.
  • 3°. A classificação será feita anualmente durante a reunião da direção de arbitragem.
  • 4°. Os árbitros somente poderão ascender de classificação se obtiverem um nível mínimo de arbitragem aferido durante as suas atuações.

CAPÍTULO VIII

ART 15º: Das punições

  • único: Atitudes que não sejam adequadas aos árbitros, serão sempre analisadas pela direção de arbitragem, que poderá punir o árbitro nas seguintes formas:
  • Censura verbal;
  • Censura escrita;
  • Suspensão do evento;
  • Suspensão por tempo determinado;

Exclusão do quadro de árbitros da LMJ.

ART. 16º: Da exclusão do quadro de árbitros

  • único:A exclusão do quadro de árbitro da Liga Mineira de Judô terá que ser comunicado ao TJD. O árbitro será comunicado/notificado por escrito, dando-lhe o prazo de 15 dias para a apresentação de defesa escrita.

CAPÍTULO IX

ART. 17º: Dos Subsídios

  • único:Compete ao Diretor de Arbitragem, apresentar à direção da Liga Mineira de Judô os pedidos de subsídios e requerer financiamentos para cursos, clínicas e atividades relacionadas à arbitragem.

CAPÍTULO X

ART. 18º: Da Direção de Arbitragem

  • único:A direção de arbitragem será composta da seguinte forma:
  • Diretor de Arbitragem: eleito juntamente com o Conselho Administrativo  da Liga Mineira de Judô;
  • Coordenador e Supervisor de Arbitragem: indicados pelo Diretor de Arbitragem;
  • Coordenadores de Área: indicados pelo Diretor de Arbitragem.

ART. 19º: Casos omissos

  • único: Toda e qualquer situação não prevista nesse regulamento nos seus artigos acima, será avaliada e definida pela direção de arbitragem.

CAPÍTULO XI

ART. 20º: Disposições finais e transitórias

O presente regulamento foi redigido pelo Professor Marcos Alexandre Santos Souza, Assessor de Arbitragem da com a aprovação  do Professor Ronaldo Cezar de Aquino Martins,  Diretor de Arbitragem da LMJ.

 O presente regulamento entra em vigor no ano de 2013.

10Fev2016
Post de Exemplo para teste do Judôminas 4

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